quinta-feira, 22 de agosto de 2013


Ainda dizem que a noite
É feita de escuridão
Onde tudo parece escondido
Com medo do papão

Quero encarnar uma besta
Que não sente a dor
Que não sente a ferida
Que não entra nesta jogaria
Que não é atordoado por esta melancolia

A noite chega
A consciência perde-se
A racionalidade desvanece
Consome-me grito estridente
Que me escapa pela boca

Que raio de criatura és tu?

Eu não creio
Que algo vá acontecer
Se é o consciente a se perder
Se voltarei a olhar
A viver
Irei ficar assim
No meio das entranhas profundas da escuridão
A pensar naquilo que devia ser achado
Perder a imagem da lua ao eclipse

E a não ter medo quando a visse  

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