Repetitivamente
pergunto-me
Porque
anda sempre tudo tão alienando
Com
os olhos vendados de ignorância
De
desmazelo
Já
não sonham
Já
não olham o pôr-do-sol
Não
reparam que as flores continuam a crescer
Que
os vizinhos já não são os mesmos
Que
construíram um prédio em frente ao deles
Quando
é que param para viver?
Quando
é que param para sonhar?
Quando
é que param para olhar para si
E fazer
impedir
Que
sejam mortos
Sugados
pelo tempo
Que
já não volta atrás