Batalha imoral
dos bons costumes
Dispersa no meio
da multidão
Como se estivesse
nua
Fazia, vulnerável
Pisam-me
Esmagam-me
Olhares vazios
que não entendo
Cuspindo desdém
Despego
Repugna
Arrancam-me o
coração pela boca
Deixam-me
vagabunda
Sem quererem
saber
Corro em contra
mão
À beira do
precipício
Penhasco alto
Esquisso
As ideias vão-se
com o ar
Com a tormenta
Fogaz, atenta
Vejo-me sem par
Sem amparo
Sem vontade de
ficar
Sem vontade de
fugir
A melodia quebra
no ponto crucial
Tenho medo que se
faça ponto final
Que já não haja
parágrafo
Há sempre aquela
sensação de demência insana
Que tanto me
fascina
Se procuro
Se me deixo estar
Se me vais bater
à porta
Se te vais acomodar
Particularidades
fáceis do teu jeito
Sim
Quero-te
Quero-te ver
Quero tocar-te
Esta frenética
ideia de te ter
De te prometer
De me prometeres
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