Sinto-me como se estivesse dentro de uma cápsula
Com a vista embaciada,
Enclausurada
Onde ninguém me reconhece
Vejo apenas vultos,
Sombras frenéticas
Não consigo fixar os olhares por que passo
Falseiam-se de cores, de sorrisos,
Feições
Quero desvendá-los, hipócritas
Atores da sua própria ação
Infiéis às suas crenças
Temem apreciação
Pensamentos dúbios, veementes
As dissonâncias dos outros desabam diante dos meus olhos turvos
E secam-nos,
Como se de um deserto árido se tratassem.