quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sinto-me como se estivesse dentro de uma cápsula
Com a vista embaciada,
Enclausurada
Onde ninguém me reconhece

Vejo apenas vultos,
Sombras frenéticas
Não consigo fixar os olhares por que passo

Falseiam-se de cores, de sorrisos,
Feições

Quero desvendá-los, hipócritas
Atores da sua própria ação
Infiéis às suas crenças
Temem apreciação

Pensamentos dúbios, veementes

As dissonâncias dos outros desabam diante dos meus olhos turvos
E secam-nos,

Como se de um deserto árido se tratassem.