sábado, 29 de junho de 2013

Esquizofrenia
Loucura
Apatia

Fartei-me do inconstante
Do instável
Do intolerante

Fartei-me da falta de personalidade
Da falta de genuinidade
De ser preto e depois branco
De dizeres sim e depois não
De quereres e depois não quereres
Do perdão e do mandar à merda
Do abraçar e do esbofetear

Fartei-me
Fartei-me de estar presa a uma coisa que não quero
A uma coisa que não me diz nada
De me afastar e algo me puxar
De seguir em frente e de me prenderem as pernas

Não entendo mas não quero entender
Não há remédio
Nem esperança

No teu futuro não há bonança
Mas eu não estarei lá para ver

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sentada na cama
À espera
Que a lua apareça
Que as estrelas brilhem
Que me mostrem o infinito
Uma saída
Algo bonito

Consumida pelo tédio
Música rebelde
Assoberbada
Emoções
Conclusões
Atrevimento banal

O vento quente que me toca
Que não me deixa respirar
Que me enlouquece
Que me aquece
Que me prende os sentimentos
Que me faz esquecer


terça-feira, 25 de junho de 2013

Futilidade
Futilidade em todo o lado
Nas ruas em que outrora passeou Pessoa
Agora aves raras de batom

Passatempos ridiculamente fatigantes
Ossos esvoaçantes
Que passam sem olhar
Como foi esquecido o património

Que insistem em decapitar

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Erupção
Autodestruição
As tuas palavras ao meu ouvido
A complexidade das recordações
Das memórias
Das desilusões

O medo de pisar o risco
O medo de falhar
A necessidade efémera de acreditar nalguma coisa
De avançar

O amor que continua anónimo
Em que quero acreditar
Mas nem sei se existe
Se já nasceu
Se já me olhou nos olhos
Se me fez sorrir
Ou se ainda o terei de descobrir

O amor que é realmente amor
Eu nunca o vi
Nem sequer cheirei
A sua essência sensual e platónica
Que faz suspirar por ai
Que dizem que torna a vida valer a pena
Paralela
O perfume magnético
Frenético
Mil sensações esquizofrénicas que fazem por sair
Que levam à morte
Ao desespero
À loucura
Que poem parêntesis à vida

Abrem e fecham feridas

domingo, 23 de junho de 2013

Teimo em sentir-me vazia
Aquele vazio estúpido e oco que teima em não passar
Quando será que me vou levantar?


sábado, 22 de junho de 2013

Vejo-me como nua
Na soturnidade da noite
Onde ecoam os ventos
Os uivos dos lobos
E a leve brisa gelada a passar por mim

Olho para todas as direções e não sei se avance:
Se para a esquerda, se para a direita
Se sigo em frente ou se volto para trás

Estou estática
Paralisada
Como se não tivesse nada

O cheiro da minha carne
Do meu sangue quente a passar pelas veias espalha-se pela floresta
A solidão triplica
O odor a medo acelera o meu corpo

Caio aqui desamparada?
Sigo em frente?

Os sou comida pelas represálias? 

terça-feira, 18 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

Estava a 2 segundos do teu coração
E não quiseste saber
Para ti é banalidade
Mas por ti não vou morrer

Vives dentro de uma caixa de fósforos
No teu casulo de verniz

Mesmo sabendo que eras tu que sempre quis 
A palavra é o maior motor do pensamento.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Vale mais por um fim à coisa
Deitar o coração ao largo
Esquecer

Do que ficar preso a uma coisa inconstante
Que parece morta
Apática

O caminho à de ter encontrar se estiveres perdido

Nem que precises de ser vencido
Há quem não suporte o peso do amor.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pergunto-me se o “amor” não se começa a ofender
Como o banalizam
Como o vandalizam
Como o usam como arma

Mas afinal o que é o “amor”, que tanto por ai especulam?
Que o confundem
Que o envergonham
Que o ridicularizam por vezes
Estragando a sua beleza e a sua essência

Ainda estou para descobrir

terça-feira, 11 de junho de 2013

Não te julgo
Não te condeno
Não me revolto contra ti

A tua última vontade foi cumprida
E sei que estarás sempre a guardar-me

Só queria ter-te dado um último abraço
Para não me esquecer do teu cheiro
Para não me esquecer do teu calor
Para te poder dizer que te amo

Nunca irei esquecer os nossos passeios
As nossas aventuras
A tua silhueta
O teu andar
O teu sorriso 
A tua voz

Nunca te irei esquecer meu querido avô

domingo, 9 de junho de 2013

Infeliz mente a minha que não me segura o pensamento
Que me corrói por dentro

Que não me deixa ir
Pior do que a própria solidão é estares no meio de uma multidão e sentires-te mais só que nunca.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O meu amor foi-se com o vento que passou por mim na rua.
És a expressão mais bonita do minimalismo.
A reprodução dos teus beijos ofuscou-me o pensamento



Porque é que agora sempre que o sol se vai e o crepúsculo chega me sinto assim? O meu cérebro congelou, o meu coração petrificou. Neste momento acho que o sentimento de desilusão é maior que o amor que sinto por ti. Apesar de te amar sei que tenho que ligar o meu lado racional. Fazes-me mal. Pensar em quem pensava que eras, aquela pessoa que conheci, ainda mais… Imaginava-me contigo durante muito tempo, mas com aquele que conheci, não este…Podes ter a certeza que apesar da minha mágoa nunca te vou esquecer, não me vou esquecer do teu sorriso, dos teus beijos, dos teus olhos a olhar para os meus e a brilhar. Vou sempre recordar que foste meu, durante um bocadinho… Mas tenho de pensar em mim, no meu bem-estar, na minha sanidade… e contigo eu não consigo… Tenho de ficar longe de ti para conseguir seguir em frente.

Espero que encontres alguém a quem consigas dar todo o teu amor, que te corresponda e que sejas feliz.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Na vanguarda da loucura
Na ânsia da luxúria
Quantas desilusões
Quantas pedras na calçada
Quantas vezes sorri para ti
Quantas vezes te disse que te amava

Quero-te mas não te quero ter
Foste um tipo de autoilusão
Mas não te trataste de um erro 
Posso estar enganada acerca das minhas crenças
Podem ser mentira,
Uma mera alegoria

Mas eras mesmo quem eu queria
E eu a pensar que vos ia ver velhinhos

Enrugados e juntinhos

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tiraste-lhe os pés do chão
Despedaçaste-lhe o coração com a tua decisão
E querias que ela ficasse como não

Esta situação em que a meteste
Da qual dela te esqueceste

Duas décadas deitadas fora
Como se tudo tivesse sido em vão,
Sem glória nem vitória

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sinto-me vazia
Desamparada

Sem alegria
Sinto-me congelada, estática, desamparada. Caiu-me tudo: a realidade que conhecia, a minha vida. Podia-me revoltar, bater com a cabeça nas paredes e perguntar chorando: “PORQUÊ?”, mas não vale a pena. Foi-se tudo… O sentimento de conforto, de proteção, de amor… Pergunto-me: “como vai ser daqui para a frente?”; “Terei forças?”… Eu acho que sim. No meio do desgosto, da desilusão, de estar na ponta da ravina, sinto-me viva, sinto-me com mais força que nunca. Acho que descobri uma força que não sabia que tinha. Creio que me estão a por à prova que me estão a treinar. Talvez esta força me seja importante para a vida, que irá continuar… Não é isto que me vai deitar a baixo. Apesar deste balde de água fria, do meu real ter fugido para sempre… Uma realidade que nunca mais vai voltar, e que eu vou recordar, às vezes sentindo-me bem, outras mal… Encaro isto como um novo começo, uma nova etapa, uma nova vida por explorar. As coisas acontecem por algum motivo.
Tempo maldito
Que não faz o que é dito
Quebra as regras, odeia
Alucina

Devaneia
Se eu pudesse embarcar
Numa viajem sem voltar
Poder contar quantos passos tem o mundo
Para voltar a acreditar

Sinto-me num colete-de-forças
Sufoquei
Quero voar, mas não me deixam
Dissolveste-me
Transcendeste-me

Querias tudo, mas morreste

Sinto-me na periferia
Noutra esfera
Alta, esguia
Num deserto
Que não é certo

Foi-se todo o resto
Sou apenas eu e a minha solidão

Sem teto nem chão

Murmuras-me o teu nome ao ouvido, cantando
Deambulando na suave brisa matinal
Um andar sistemático, igual
Eu corro para ti, bramando
Com ânsia, chorando

O suave som do respirar
Que me alivia, me faz cismar
Que me faz acreditar

Que é aqui que devo estar

Reino das nuvens espaciais
Que deambulam por ai
Encantam
Fazem chorar
Tremer por saudades

Simples gestos que me arrepiam
Como anjos a passar por mim

Movimento mecanizados
Perros pela chuva

Que me prendem o andar

Ó fatídica incerteza
Que me quebra a destreza
Que me prende o raciocínio
E que me deixa nua
Insegura

Fuji de mim e não voltei
Não sei se sei o que sei

Acho que desesperei
E se eu fosse aborrecida?
Banal?
Introvertida?
Se me contentasse com o que me mostram
Se dissesse SIM a tudo
Se vivesse na ignorância
Se vivesse sem importância

Será que seria mais feliz?
Viveria sem temor
Sem preocupações
Sem dúvidas nem incertezas

Contentada com o marasmo, com o enfado


Burguesa
Sem realeza
Nem sobremesa

Incompreensão imaculada
Louca
Desgrenhada

Snobismo falacioso
Que já caiu em desuso
Mas não morreu

Aparências invertidas
Destorcidas como feridas

Que não começam a sarar
Ainda me lembro
Quando era puto
E quando pensava bem
Ainda me lembro
E eu entendo
Os putos
Os putos
Fazem perguntas dos porquês
Sem saber os ses e os quês
Sem nadas

Não Preocupadas
Passam os carros
Eu não os vejo
As rosas florescem
Eu não as cheiro
Passam os medos
Eu não os sinto
Os mais belos
Eu não sei são
Musica mais alternativa
Eu não sei a oiço
Seja mais belo, feio ou ridículo
Há algo de errado comigo?
Eu não sei se me perdi
Quantas folhas eu errei
Se amanhã serei o rei
Eu não sei
Se amanha virei
Eu não sei
Não te perguntei
Mas, eu não sei

Se amanhã acordarei
Paixão marginal
Incompreendida
Imaterial

Faz-me levar ao ancestral
Eu queria ajudar-te
Poder dar-te o mundo
Limpar-te as lágrimas
Fazer-te sorrir

Mas não consigo

Dizem-me que é aquilo e o outro.
Arranjam-lhe estereótipos.
Colam-lhe etiquetas mal-amanhadas, que se tiram e voltam a colar.
Um esquizofrénico delinquente.
Que tem de ser o centro do mundo.
Com aquelas consequências vitais que fazem o girar.

Prefiro-me ficar com a minha definição frouxa da coisa.
E lidar assim com ele.

Temos o nosso universo invertido.
Que ninguém ainda pisou.
Romantismo utópico.
Entre o possível e o impossível.
Entre o real e o imaginário.

Impossibilitando plágio.

Somos feitos de pó de estrelas
Filhos da incerteza
Fragmentos do provável

Dizem-me que Deus existe
Mas não sei em que consiste

Somos espíritos esvoaçantes
Que pairam por ai
Apanhados pelo pecado

Na esperança de mudar as regras
Repetitiva adolescência
Entrou em demência
Apagou-se
Fortificou-se do banal
Estupidificou o emocional

Perdeu o original
Hoje não parece novidade
Não me sinto em mim
Queria ter ido correr a maratona
E poder gritar que sim
Poder dizer que fizera algo de interessante
Que tentei mudar o mundo
Abri horizontes

Estereótipos maliciosos
Rótulos e etiquetas mal coladas
Que alguém implora que fiquem destapadas
Para tentarem subir a escada da fama agonizada
Corrosiva, deteriorada

Estupidifica e alucineia
Morra arcaico
Que nos impede de evoluir
Não os mendigos nem os velhos

As mentes fechadas
As odisseias da Igreja
As democracias de mão-na-anca
O podre da sociedade,

O que nos prenda a mentalidade 

Devem-me estar a treinar para a terceira guerra mundial,
Para a quinta ou sexta
Para um holocausto
Ou para uma fuga para o espaço
Assim nasceu a força
Um escudo indestrutível
Do qual nada trespassa nem corrói
Duas décadas de desvaneio

Sendo rainha do alheio
Acho que vou morrer ignorada
Com a mágoa de não saber nada
O peso
A renegada
Como aquela que se foi envergonhada

Com o nada me identifico
Já não sei quem és tu
Já não vivo em minha casa

Já não sinto o cheiro a nada
Eu só queria entender
O que te fez assim,

Esquecer


Desilusão
Aquilo que achava que era mas não é
Sonhos desfeitos
Mágoa
Sofrimento

Suicídio de sentimentos
A fuga do racional
A besta

Desamparo da admiração
Desmoronamento do exemplo
Afogamento dos valores

Adeus bonança
Ficou egoísta
Deixou de ser artista

Raiva
Repugna
Revolta

Agora já não quero que volte
Como é que o ser humano pode ser assim tão complexo
Como é que se pode amar assim, como te amo
Corres-me nas veias
Respiro o teu amor
És tu que fazes bater o meu coração
Completas-me a visão
Apesar de querer, não te digo que quero ficar contigo para sempre
Porque não sei o que é o sempre
Nem se há um sempre

Mas serás sempre o meu sempre

Este mundo não me entende?
Porque é que o vento não me traduz quando passa por mim na rua?
Será que a anormal aqui sou eu ou será que o ar tem os sentidos do avesso?

O contrário do que vejo
O contrário do que sinto
O contrário do que oiço

Sinto-me como um barco que naufragou no meio de um mar sem fim e nunca mais voltou
Perdida
Isolada
Parece que entrei numa noutra dimensão
Incompreensível
Irreconhecível
Tudo menos sensível

Está tudo a desabar
Parece que não é hoje que me vou encontrar

A morte súbita a aparecer
E eu a desvanecer

Vou morrer na desilusão
Farta de tentar a contradição
Farta de não me ouvirem

Farta de não me sentirem


O que é que aconteceu?
Diziam-me que a vida era algo maravilhoso
Cheia de sonhos e felicidade
Que os pássaros cantavam de manhã
Que o sol brilhava todo o dia
Que a esperança persistia
Mas digam-me,
Para onde foi tudo isto?
Estas fantasias
Este rótulo de que tudo é perfeito
Que nos ilude
Que nos engana

Vivo onde existe tudo menos isto
Uma lavagem cerebral incessante
Esta ignorância comodista que satisfaz
Sem haver ninguém que contraponha
Ninguém que se ou interrogue
Ninguém que diga NÃO
Vivemos num engano constante

Ando em busca do inquieto
Do que não se conforma
Do que tem uma fé própria
Alguém que pare para pensar
Alguém que ainda tenha algo em que acreditar
Que ambicione revolucionar
Transformar este mundo
Mudar o banal

Fazer algo original
Porquê

Porquê?
Porquê é que as flores murcham no final da primavera?
Porquê é que choras quando morre alguém?
Porquê é que sorris quando estás feliz?

Eu gostava de saber
Quero tentar perceber este mundo
Quero conhecer

Quero engolir a enciclopédia para poder dizer que sei tudo
Quero perceber-me
Quero perceber-te
Quero perceber esta monotonia ignorante e atrasada em que vivemos



Feras do Ocidente

Estamos na contra evolução da espécie humana
Guerras, Revoluções
Lutas contra a coerção
Não da anarquia da nossa Nação
Incesto, Pedófila
Sem harmonia, sem precaução!
Crianças a morrer à fome a chamar pela mãe
Velhos sem esperanças morrendo na solidão
Não havendo ninguém que lhes dê a mão
Não havendo ninguém que lhes deu a mãe

É isto que querem do mundo?
É isto que querem de nós?

Não por mim mas é por aqueles que não têm avós
Tempestade
Não de chuva
Não de vento
De ideias
Do teu corpo a passar por mim
A tua alma apaixonada
De que a mim não deve nada
Apenas amor
Selvagem e desgrenhada
Complexa
Louca

Poética

Noite estrelada
Uma brisa gelada
A tua voz de fada
Não há chuva
Não há dor
Apenas o teu calor
Que me tira o temor

E que me envolve