quinta-feira, 20 de março de 2014


Uma raiva intrínseca
Uma infindável eternidade que me deixa claustrofóbica
Com as palavras que não foram ditas

Dilemas incalculáveis da minha pessoa
Miragens de gente grande
Que não passam disso
Miragens
Aqui, eu
Aprisionada
Nas apreciações daquele nada,

Daquela infindável eternidade 

sábado, 1 de março de 2014

Queria tanto perder-me nas melancolias dos outros
Ser uma escritora a sério
A tempo inteiro
Ser inteira

Escrever até acerca dos mais recônditos escombros
Até
Conseguir olhar os seres, por dentro
Narrando-lhes os medos e as imperfeições

Quero olhar para uma pedra
E escrever
Quero olhar o horizonte
E escrever
Escrever sobre aquilo que me transmites
Ao entardecer
Sobre as saudades que dizes ter
E que me matam aos pouquinhos

Porque não te posso ver