Metrópole vazia de humanidade
Algarismos ocultos no meio de paredes ocas
Entre becos
E ruelas
Fachadas artísticas
Com ganas de serem olhadas
Observadas
Percebidas
Sentidas
Memorizadas
Os enganos dos olhos
Dos outros
Que emitem felicidade
E engolem raiva
A falta de compaixão
Que vagueia ao nascer do sol
Que parece que se esquece
Quando as luzes se acendem
A música começa
O ritmo abranda
E dançam de mãos dadas até arrefecer