segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sinto-me congelada, estática, desamparada. Caiu-me tudo: a realidade que conhecia, a minha vida. Podia-me revoltar, bater com a cabeça nas paredes e perguntar chorando: “PORQUÊ?”, mas não vale a pena. Foi-se tudo… O sentimento de conforto, de proteção, de amor… Pergunto-me: “como vai ser daqui para a frente?”; “Terei forças?”… Eu acho que sim. No meio do desgosto, da desilusão, de estar na ponta da ravina, sinto-me viva, sinto-me com mais força que nunca. Acho que descobri uma força que não sabia que tinha. Creio que me estão a por à prova que me estão a treinar. Talvez esta força me seja importante para a vida, que irá continuar… Não é isto que me vai deitar a baixo. Apesar deste balde de água fria, do meu real ter fugido para sempre… Uma realidade que nunca mais vai voltar, e que eu vou recordar, às vezes sentindo-me bem, outras mal… Encaro isto como um novo começo, uma nova etapa, uma nova vida por explorar. As coisas acontecem por algum motivo.

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