sábado, 22 de junho de 2013

Vejo-me como nua
Na soturnidade da noite
Onde ecoam os ventos
Os uivos dos lobos
E a leve brisa gelada a passar por mim

Olho para todas as direções e não sei se avance:
Se para a esquerda, se para a direita
Se sigo em frente ou se volto para trás

Estou estática
Paralisada
Como se não tivesse nada

O cheiro da minha carne
Do meu sangue quente a passar pelas veias espalha-se pela floresta
A solidão triplica
O odor a medo acelera o meu corpo

Caio aqui desamparada?
Sigo em frente?

Os sou comida pelas represálias? 

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