Vejo-me como nua
Na soturnidade da noite
Onde ecoam os ventos
Os uivos dos lobos
E a leve brisa gelada a passar por mim
Olho para todas as direções e não sei se
avance:
Se para a esquerda, se para a direita
Se sigo em frente ou se volto para trás
Estou estática
Paralisada
Como se não tivesse nada
O cheiro da minha carne
Do meu sangue quente a passar pelas veias
espalha-se pela floresta
A solidão triplica
O odor a medo acelera o meu corpo
Caio aqui desamparada?
Sigo em frente?
Os sou comida pelas represálias?
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