Não há remédio
Para o inferno
frio
Que aí vem
Cheio de tédio
Levai-me
Levai-me daqui
Como um corpo
morto
Gélido
Solto
A estrada
paralisou
E as memórias me
levou
Para o meio da
incerteza
Perdida no meio
do selvagem
Que no fim perdeu
viagem
Vou na voz da vadiagem
Prometeram à
juíza
Que ficavam com a
vontade
Que me tiravam a
ingenuidade
Que me enchiam de
esperança
De memória
De lembrança
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