Morreste
Na serenidade da
noite
Na hóstia das
invenções
Na penumbra das
satisfações
Já não havia
esperança
Já não soube
procurar
Não soube que
espécie encontrar
A deceção roubou-lhe as pálpebras
Que o faziam
parar
Proteger as
lágrimas
Que queria deitar
Cumpria a
sentença
De término em vão
Uma afronta de
ideias
Lúgubres, sérias
Que não sabe onde
estão
Deparo-me com os
meus dilemas
Meticulosamente
ridículos
O espaço
permanecerá vazio
O eco a reinar
A ausência em vez
de estar
Apagaste a
metáforas
Que queria
mostrar
Fechei a porta
Que não me deixa
entrar
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