domingo, 15 de setembro de 2013

Morreste
Na serenidade da noite
Na hóstia das invenções
Na penumbra das satisfações

Já não havia esperança
Já não soube procurar
Não soube que espécie encontrar

A deceção roubou-lhe as pálpebras
Que o faziam parar
Proteger as lágrimas
Que queria deitar

Cumpria a sentença
De término em vão
Uma afronta de ideias
Lúgubres, sérias
Que não sabe onde estão

Deparo-me com os meus dilemas
Meticulosamente ridículos
O espaço permanecerá vazio
O eco a reinar
A ausência em vez de estar

Apagaste a metáforas
Que queria mostrar
Fechei a porta

Que não me deixa entrar

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