quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ó cidade esta que me troca os sentidos
Que me atordoa no meio da multidão
E que me faz querer escapar dela

Sinto uma tremenda necessidade de fugir
Escapar do constante
Daquilo que já não é novo aos meus olhos

Preciso de alento
De prazeres novos para os meus sentidos

Já não sinto vontade de vaguear em ti
Tomar café no Camões
Ouvir fado em Alfama
Nem de comer castanhas no Rossio

Encontro-me farta de me escutar a mim própria
Farta de ouvir falar o lisboeta
De andar no Metro e na Carris
E não conseguir abalar daqui

Necessito de um bilhete de ida,
Para uma capital europeia qualquer

Exercitar os cheiros e os aromas vadios
E as formas que me são alheias
Até que a coragem volte a emanar em mim
E me desperte

Algo novo

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