domingo, 2 de fevereiro de 2014


Repetitivamente pergunto-me
Porque anda sempre tudo tão alienando
Com os olhos vendados de ignorância
De desmazelo

Já não sonham
Já não olham o pôr-do-sol
Não reparam que as flores continuam a crescer
Que os vizinhos já não são os mesmos
Que construíram um prédio em frente ao deles

Quando é que param para viver?
Quando é que param para sonhar?

Quando é que param para olhar para si
E fazer impedir
Que sejam mortos
Sugados pelo tempo

Que já não volta atrás

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