A chuva lá fora
não pode parar
Pelo menos, até
me encontrar
Vou tentar
socorrer-me
No meio da
escuridão
Sou capaz de
escapar
Ou desvanecer na
multidão
Minto, ao dizer
que me vou acudir
Sem sequer sofrer
Engulo as pedras
As dores sinceras
Que tento não
transparecer
Quero uma capa
Para me proteger
Até pediria que
me cegassem
Para não poder
ver
O poço está a
gritar à espera
Que alguém se mande
Com aparências e
vontades
Com sede morrer
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